25 de Dezembro de 2006 - Santhiago Roma Oliversfab

É Natal. As mesas estão todas arrumadas e os lugares marcados. Mesa completa com taça de vinho, tudo arrumado, muito bonito, pena que as pessoas não possam ter visto os bastidores.


O nervosismo de uma cozinha de Hotel, com o tempo sempre correndo contra as pessoas. Algumas estão curtindo, em clima de festa em que tudo está bom. Os hospedes nem querem saber por que no Hotel a água do chuveiro não esquenta o pão do café da manhã não está torradinho e se sua cama não foi arrumada do jeito que ele gosta.

Lembro e muito bem das pessoas que trabalharam comigo: Susana, Wanderley, Mauro, Kelly, André, Leonardo, Dário, Amanda, Noel, Marcelino, Eraldo, Tatiana, Dona Maria, Chacal e mais algumas pessoas maravilhosas das quais o nome não lembro, mas sei o quanto se esforçaram para a coisa sair.

As expressões e os abraços dos hospedes na minha frente sentada, com as suas famílias, tudo em clima de festa e felicidade. Simplesmente tudo muito bom. A mesa farta com comidas típicas, a mesa de sobremesa montada com todo requinte que tem que ser. Algumas pessoas que estavam trabalhando há quase dois dias sem dormir. Algumas pessoas que estavam longe de suas famílias, vivendo quase que outra realidade. Os cumprimentos frios de alguns hospedes, o olhar meio que de dó de algumas pessoas faziam a contra partida com os outros hospedes que estavam felizes por você estar ali trabalhando enquanto eles estavam curtindo.

Lembro de uma lágrima em meu rosto que teimava em cair, tantas festas que estive como hospede e agora vivendo o outro lado. Para proporcionar um bom Natal para as pessoas.

O contrário poderia acontecer e acabou acontecendo. De certo modo foi uma lição da vida. Era o meu primeiro Natal em um Hotel, vivendo a experiência de servir as pessoas ao mesmo tempo em que era estranho, era de certa forma boa, estava no centro de tudo. Valeu pelo aprendizado da vida.

O que disse em alguns parágrafos atrás, pena que os hospedes não foi ver os bastidores. Os gritos do Chefe de Cozinha Mauro, a correria sem limite do Dário ( o Otário ) , o suor escorrendo do rosto do André, Léo, Noel e do meu rosto. Os berros alucinados do Paulo ( Dono por um período do Hotel ), que na correria é o que sabe fazer de melhor em vez de botar a mão na massa.

A verdade é que essa festa foi feita por anônimos, pelas pessoas que o Paulo nunca julgou Profissionais ou pra ele o Profissional é o cara que pago mal, tem mais de uma dezena de processos trabalhistas e o Rei na sua imensa pança. Esse e sei das pessoas de quem lembrarei pelo resto de minha vida.

Mesmo depois de passado anos, sempre quis escrever sobre esse Natal que foi importante pra mim.

Várias lições aprendidas. E afinal de contas onde você passou o Natal nos últimos anos???????

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