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Mostrando postagens de abril, 2009

A Imensidão do Vale - Por Oliversfab

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Pessoas dormindo na frente dos prédios Enquanto as pessoas trabalham Passos apressados de gente que não pode perder tempo Uns namoram, uns bebem enquanto outros esperam A construção da cúpula A areia pra jogar bola Barulho de música de motor de carro Um sol que teima em querer aparecer E vai descansar atrás da nuvem Um sucesso aqui Um fracasso ali Um helicóptero desafia o ar Enfim as pessoas fazem a diferença Muitos rostos, muitas ideias Um cachorro sem dono quer brincar A jovem sempre a fofocar No viaduto do chá As pessoas não querem parar de andar Um poeta a pensar em que escrever Amassa mais um papel Finge que não vê A vida, o vale, a imensidão!

O Calor que Esfria - Por Oliversfab

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a volta da solidão sempre bem vinda ao meu coração por isso escrevo essa quase canção que sem rima apropriada sai de supetão as voltas que a vida parece dar e nada que gira permanece no mesmo lugar e nada que esta intacto acaba ficando ao mesmo tempo tudo é quebrado ignoro o trato das pessoas do mal e posso chamar de amigos claro que os inimigos estão na mesa de jantar uma suspeita quase esquecida é lembrada a vida como vista em um tubo de televisão hipnotizando casa pessoa fingindo ser algo que pode passar logo ou ter o tempo finito de duração interminável o calor que esfria o sentimento é o gelo condensado no cálice de fogo onde o reflexo é vazio e solitário o amargo da vida depare-se com o mel dando fonte a uma nova vida e toda ilusão de antes é o presente de agora ser o seu tempo de despedida da vida viva o esquecimento dos mortais.

A Luz - Por Oliversfab

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perdi o rumo e nem sei o que é certo ou errado sei que tenho que permanecer vivo e não sei se estou morto são tantos pensamentos confusos e tantas coisas que a mente pensa quem está certo ou quem está errado? a responsabilidade de condução é a mesma que a da exclusão o caminho sombrio de um dia a lua estrelada da morte nada faz o sorriso surgir nada faz a dor desaparecer quanta coisa sonhei e de quanta coisa tive que abrir mão as famílias foram construídas a minha destruída ou mesmo esquecida lembro de algumas coisas de outras não tenho certeza a mente foi quebrada a ideia caminha ao lado do bem já esteve do lado do mal agora tudo é chuva amanhã chega o sol a claridade invade a cela tenta dar luz iluminar a alma escondida perdida no rumo da vida.

O Fim da Festa - Por Oliversfab

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No bar do Claudião, fogo no chão, calcinhas e cuecas de montão e o verbo estranho e difícil de conjugar fazia o vocabulário da galera: pankar. Foi uma época e uma história na vida de muitas pessoas que frequentavam. Muitas noites e madrugadas acordados bebendo cerveja e o famoso Hi-Fy ( diz a lenda urbana que foi inventada pelo Garoto Problema) . Teve uma época que a Maria Mole era um sucesso, mas de certa forma essa bebida enjoa as pessoas. Hoje não consigo nem sentir o cheiro dessa combinação maligna de Drewer com Contini . Nesse tempo em que Aline era uma noviça e estava estudando para ser freira, mas de vez em quando desandava no bar do Claudião, brilhando mais que bumbum de vaga lume. Houve uma noite em que Aline ( A Freira ) estava rebelde e foi também nessa mesma época em que Claudião estava estudando o budismo. Nesse tempo ele buscava a paz de espírito e o bom senso com as pessoas do mundão. Nessa busca do eu transcendental Claudião descobriu a técnica do Mata Mosquito q...

Linha da Pipa - Por Oliversfab

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O peso dilacerado Na linha Em uma estreita passagem Quantos foram pelo caminho O que fazer O que pensar Nada de agir Só chegar e dirigir O cuidado da mentira Contada na madrugada Um gatinho branco Quem sabe a paz nunca encontrada Fica quem sabe a esperança Nos encontros os mesmos E uma porta barrada na cara Dançando duas vezes E foi só isso que houve Cadê a esperança no coração? Tudo frio Tudo igual Nada será a mesma coisa Quero tanto não entrar nessa Mais respiro Mais me afogo Apenas uma linha Traçada desejando o fim.