A SOLIDÃO NÃO É O CAMINHO - Por Oliversfab


Em uma rebeldia aparentemente sustentada por uma simples exposição do ego. As pessoas gostam de ser independentes. Fazer as coisas sozinhas, ter certos prazeres e ganhos sem depender de mais ninguém. Assim como acontece com uma pessoa que para beber sozinho em um canto de um bar cheio, a liberdade de guiar os passo é o preço justo de uma boa semana de intenso trabalho.

Mas enfim a solidão é a recompensa da vida ? Creio que não pode ser, se não porque afinal estamos vivos e vivendo em sociedade. A experiência mais fantástica de todos os tempos acontece nesse momento, enquanto estamos vivos. Todo dia é feito de extraordinárias experiências, não sabemos o que de fato irá acontecer, mas viver a vida só é um fardo que não precisamos carregar.

Conheci pessoas que se julgavam intransponíveis, mas o peso de sua liberdade esbarrava a todo instante na construção de uma família. E eles afundavam a cada dia nessa areia movediça chamada: Dilema; em fazer o certo ou continuar fazendo o errado.

Todo o instante de um novo amanhecer pode ser mudado. Conhecer uma pessoa interessante não é uma missão impossível, o que deve-se fazer é deixar a mente aberta e o coração livre. O passado não pode ser tirado como referência do nada, enfim os dias passam e a teia da vida vai definhando no decorrer da jornada.

E mais uma vez revela-se a grande fenda espacial para que possa desfazer algumas meias mentiras virarem verdades.

Do que vale a vida sem um primeiro amor ? Se estou bem lembrado de memória isso aconteceu quando tinha uns dezoito anos e o nome dela era Ana Paula. Poderia ser utopia ter uma beldade como aquela garota ao meu lado, mas na certa ironia do destino isso aconteceu. A intensidade de um relacionamento a base do telefone sustentava a minha carência. No final de semana ela estaria comigo, essa certeza fazia a minha semana passar mais depressa. E antes do dia vinte e cinco de Dezembro tudo acabou e como a ironia trabalha do outro lado da linha do telefone. Sem expressão , sem intensidade, sem necessidade aparente, acabou. Todo o meu mundo ficou abalado, não tinha resposta, só havia perguntas no ar... e todas sem resposta.

Fiquei sozinho, mas não estava morto, a gente junta os pedaços do coração e como uma louça em cacos com um pouco de cola e tempo tudo é novamente concertado.

E porque não se pode ter um segundo amor? Aconteceu na época do cursinho, com todas aquelas garotas e todos lutando por um mesmo objetivo, é algo em que penso que as coisas poderiam ser conclusivas. Encontrar uma pessoa bonita, culta e que teria uma carreira universitária, é assim que a vida caminha não é mesmo? Nem posso pensar que o futuro não seria perfeito. Encontrei a garota certa, o nome dela era Juliana. Uma loira com óculos , totalmente intelectual. Bem a verdade poderia ser uma mentira mais ou menos assim: fiquei com a garota, conheci sua família, conheci seus amigos, fizemos amor ( nossa primeira vez ) em volta de uma piscina com a lua como principal telespectador... enfim uma vida de sucesso. Mas isso seria a maior mentira que já escrevi em minha vida. Acabei sim ficando com ela depois que ela estava ligeiramente bêbada. Ela não era uma garota que queria levar pra cama em nosso primeiro e único encontro. Tudo que desejei em uma mulher ela tinha, deveria ser muito mais complicado e difícil do que era, afinal não se pode decepcionar com a realidade vivendo esse sonho. Mas de fato o sonho durou apenas uma noite e a minha desilusão por quase um ano. Logo depois de acabar o cursinho a acabei vendo sair com um amigo meu. Um cara mais velho que tinha total independência e um carro, não que achei que isso foi um forte atrativo, mas a verdade ás vezes chega a ser patética.



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