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A Desconhecida da Praça Marechal Deodoro - por Oliversfab

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Podemos ser desconhecidos Um casal sem par Não somos nada Olhares cruzados Segundos de intimidade Somos estranhos novamente Poderíamos ter sido amigos Umas boas risadas Alguém pra conversar no triste Domingo Teria feito bem Pra mim ou pra você Poderíamos ter escrito música Feito algo engraçado e postado no Youtube Ficaríamos menos solitários Nossas diferenças Seriam o nosso imã de ligação Não passou de pensamento Completamente estranhos Incrivelmente parecidos.

DE COSTAS PRA SOCIEDADE - POR OLIVERSFAB

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Pratas e pratos Aranhas e baratas Enxergar a verdade Contar mentira Não saber sobre o amanhã Aproveitar apenas o hoje População é sempre conduzida O povo não tem opinião formada Empurram goela abaixo Gostos, roupas e moda Nada a ver se aqui estão todos Alguns fogem e muitos ficam Famílias destruídas Resgate de alguns anjos Lixo, miséria e mendigos Na rua sem hora pra começar O povo anda de lá pra cá Não sabe onde quer chegar.

A Imensidão do Vale - Por Oliversfab

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Pessoas dormindo na frente dos prédios Enquanto as pessoas trabalham Passos apressados de gente que não pode perder tempo Uns namoram, uns bebem enquanto outros esperam A construção da cúpula A areia pra jogar bola Barulho de música de motor de carro Um sol que teima em querer aparecer E vai descansar atrás da nuvem Um sucesso aqui Um fracasso ali Um helicóptero desafia o ar Enfim as pessoas fazem a diferença Muitos rostos, muitas ideias Um cachorro sem dono quer brincar A jovem sempre a fofocar No viaduto do chá As pessoas não querem parar de andar Um poeta a pensar em que escrever Amassa mais um papel Finge que não vê A vida, o vale, a imensidão!

O Calor que Esfria - Por Oliversfab

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a volta da solidão sempre bem vinda ao meu coração por isso escrevo essa quase canção que sem rima apropriada sai de supetão as voltas que a vida parece dar e nada que gira permanece no mesmo lugar e nada que esta intacto acaba ficando ao mesmo tempo tudo é quebrado ignoro o trato das pessoas do mal e posso chamar de amigos claro que os inimigos estão na mesa de jantar uma suspeita quase esquecida é lembrada a vida como vista em um tubo de televisão hipnotizando casa pessoa fingindo ser algo que pode passar logo ou ter o tempo finito de duração interminável o calor que esfria o sentimento é o gelo condensado no cálice de fogo onde o reflexo é vazio e solitário o amargo da vida depare-se com o mel dando fonte a uma nova vida e toda ilusão de antes é o presente de agora ser o seu tempo de despedida da vida viva o esquecimento dos mortais.

A Luz - Por Oliversfab

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perdi o rumo e nem sei o que é certo ou errado sei que tenho que permanecer vivo e não sei se estou morto são tantos pensamentos confusos e tantas coisas que a mente pensa quem está certo ou quem está errado? a responsabilidade de condução é a mesma que a da exclusão o caminho sombrio de um dia a lua estrelada da morte nada faz o sorriso surgir nada faz a dor desaparecer quanta coisa sonhei e de quanta coisa tive que abrir mão as famílias foram construídas a minha destruída ou mesmo esquecida lembro de algumas coisas de outras não tenho certeza a mente foi quebrada a ideia caminha ao lado do bem já esteve do lado do mal agora tudo é chuva amanhã chega o sol a claridade invade a cela tenta dar luz iluminar a alma escondida perdida no rumo da vida.

O Fim da Festa - Por Oliversfab

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No bar do Claudião, fogo no chão, calcinhas e cuecas de montão e o verbo estranho e difícil de conjugar fazia o vocabulário da galera: pankar. Foi uma época e uma história na vida de muitas pessoas que frequentavam. Muitas noites e madrugadas acordados bebendo cerveja e o famoso Hi-Fy ( diz a lenda urbana que foi inventada pelo Garoto Problema) . Teve uma época que a Maria Mole era um sucesso, mas de certa forma essa bebida enjoa as pessoas. Hoje não consigo nem sentir o cheiro dessa combinação maligna de Drewer com Contini . Nesse tempo em que Aline era uma noviça e estava estudando para ser freira, mas de vez em quando desandava no bar do Claudião, brilhando mais que bumbum de vaga lume. Houve uma noite em que Aline ( A Freira ) estava rebelde e foi também nessa mesma época em que Claudião estava estudando o budismo. Nesse tempo ele buscava a paz de espírito e o bom senso com as pessoas do mundão. Nessa busca do eu transcendental Claudião descobriu a técnica do Mata Mosquito q...

Linha da Pipa - Por Oliversfab

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O peso dilacerado Na linha Em uma estreita passagem Quantos foram pelo caminho O que fazer O que pensar Nada de agir Só chegar e dirigir O cuidado da mentira Contada na madrugada Um gatinho branco Quem sabe a paz nunca encontrada Fica quem sabe a esperança Nos encontros os mesmos E uma porta barrada na cara Dançando duas vezes E foi só isso que houve Cadê a esperança no coração? Tudo frio Tudo igual Nada será a mesma coisa Quero tanto não entrar nessa Mais respiro Mais me afogo Apenas uma linha Traçada desejando o fim.